Miles Davis – Doo-Bop

Miles Davis foi o maior inovador do jazz. Por mais de 40 anos, ele criou vários estilos como o cool jazz, fusion jazz e iniciou o que mais tarde seria conhecido como acid jazz. É exatamente como percursor do acid jazz que o álbum Doo-Bop se encontra. O disco foi o último lançado pelo trompetista, que morreu em 1991.

Davis criou a fusão entre o jazz, o hip-hop e o funk. Ele conseguiu casar os três gêneros e criar uma atmosfera nunca antes imaginada. Produzido pelo rapper Easy Mo Bee, que também canta, Doo-Bop tem nove músicas, sendo duas delas póstumas: ‘High Speed Chase’ e ‘Fantasy’, criadas a partir de pré-gravações de Davis.

O álbum abre com a hipnótica ‘Mystery’, que hoje em dia seria chamada de trip-hop. Já na segunda faixa, ‘Doo-Bop Song’, você pensa que está ouvindo Prince, mas não foi Miles quem foi influenciado. Mais uma vez ele inova e inclui vários samples junto com as vozes de AB. More Jr. e do produtor Mo Bee. Em ‘Chocolate Chip’ a bateria marca o peso da música com muito swing. Outras músicas como ‘Blow’ e ‘Duke Booty’ reinteram a mistura proposta por Miles e nos levam para um lugar além do presente.

Com esse disco Miles Davis se despediu do seu público da maneira como se imaginava, renovando sempre. Sem Davis, o jazz provavelmente não estaria onde está. Depois desse CD, a gravadora lançou ainda um outro disco essencial ‘Miles and Quincy Jones – Live At Montreux’, gravado em 91, no festival suíço.

O CD não tem edição nacional. Apesar disso, não se preocupe, ele é vendido lá fora por um preço promocional. Procure, não é difícil achar.

http://www.sobresites.com/jazz/dicascd/doobop.htm