Charles Lloyd comemora 75 anos com Hagar’s song

http://www.jb.com.br/jazz/noticias/2013/03/09/charles-lloyd-comemora-75-anos-com-hagars-song/

Luiz Orlando Carneiro

Publicidade Em 1967, em Nova York – ainda nos meus twenties – ouvi ao vivo, pela primeira vez, o sax tenor hipnótico de Charles Lloyd, à frente daquele quarteto consagrado no LP Forest flower (Atlantic), no qual despontava um inquieto pianista de 21 anos chamado Keith Jarrett. A segunda vez foi em 1999, no Rio, no palco do Free Jazz Festival, onde ele tinha ao seu lado Billy Higgins (bateria), John Abercrombie (guitarra) e Marc Johnson (baixo). A terceira foi no ano passado, em São Paulo, no BMW Jazz Festival, com o quarteto que lidera de uns tempos para cá (Jason Moran, piano; Reuben Rogers, baixo; Eric Harland, bateria), muito bem captado pela ECM nos excepcionais álbuns Rabo de nube – gravado ao vivo na Basileia, em 2007 – e Mirror – registro em estúdio de dezembro de 2009.
Ao vivo ou em estúdio – sobretudo na série de 14 álbuns da ECM, a partir de Fish out of water (1989) – as litanias desse feiticeiro do saxofone são tão envolventes e cool como as de Lester Young, mas podem elevar-se em espirais cromáticas, dependendo do momento, a estertores sonoros à la John Coltrane. Porém, o som, o fraseado e a postura zen de Charles Lloyd são inconfundíveis. No palco ou no estúdio. Quando era o arquétipo do jazzman hippie, na década de 1960, ou agora, às vésperas do seu 75º aniversário (15 de março).

Para celebrar a data, o selo de Manfred Eicher vem de lançar o CD Hagar’s song, gravado por Lloyd em abril do ano passado. Não se trata, no entanto, de mais um registro do já aclamado quarteto, mas de um duo – um diálogo muito íntimo com Jason Moran, que tem a metade da idade do “chefe”, embora seja tido como o pianista mais criativo surgido na cena jazzítica desde Brad Mehldau. Anteriormente, o saxofonista tinha gravado um único disco em duo: Which way is East, em janeiro de 2001, com Billy Higgins, meses antes da morte do icônico baterista.

Na apresentação de Hagar’s song pela ECM lê-se: “O álbum contém peças especialmente caras a Lloyd, desde composições de Billy Strayhorn (Pretty girl), Duke Ellington (Mood indigo), George Gershwin (Bess, you is my woman) e Earl Hines (Rosetta) até um standard fortemente associado a Billie Holiday, a mais famosa balada de Brian Wilson para os Beach Boys (God only knows) e uma canção de Bob Dylan (I shall be released). A peça central do set é a suíte que dá título ao CD, composta por Lloyd, e dedicada à sua tataravó, que foi arrebatada de casa, no sul do Mississipi, quando tinha 10 anos, e vendida para um dono de escravos no Tennessee. ‘Quando soube de sua história fiquei muito comovido’, diz Lloyd. ‘A suíte espelha as etapas de sua vida; perda da família, solidão e o desconhecido, sonhos, sofrimento, e canções para os filhos pequenos’”.

As cinco partes desta emotiva suíte ocupam 27m45 dos quase 70 minutos do disco: Journey up river (6m15), com a melodia sussurrada na flauta baixo; Dreams of white bluff (9m45), no sax tenor; Alone (2m30), com Lloyd na flauta alto e Moran no pandeiro; a excêntrica Bolivar blues (4m15), sax alto; Hagar’s lullaby (5m40), sax tenor.

Mas o álbum é cativante desde as três primeiras faixas, em que o duo improvisa a partir de temas que estão na cabeça e no coração não só de Lloyd mas também de qualquer jazzófilo que se preze: Pretty girl (4m50) – ou Star crossed lovers, de Such sweet thunder, a suíte-magna de Duke Ellington-Billy Strayhorn – de rara melancolia, sublinhada pelo sopro volátil do sax tenor; Mood indigo (5m15), de Ellington, em tempo mais acelerado que o costumeiro, graças ao piano meio stride de Moran; Bess you is my woman now (3m35), de Gershwin, uma troca de afagos entre “Porgy” (Lloyd) e “Bess” (Moran).

A surpresa do disco fica por conta de Pictogram (3m55), peça de Lloyd, em que o saxofonista faz visível referência (e reverência) ao dialeto free de Ornette Coleman, por sobre as assimetrias harmônicas do jovem pianista, cada vez mais senhor de si e da arte do piano jazzístico.

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Biografia
Lloyd nasceu em Memphis, Tennessee, no dia 15 de março de 1938. Ele começou a tocar saxofone quando tinha 10 anos: primeiro aprendeu como um músico autodidata e depois com professores. B.B. King e Bobby Bland foram suas influências, bem como outros estilos nas bandas de r&b quando tocava sax-alto.

Na metade dos anos 50 Lloyd se matriculou na University of Southern California, para estudar composição musical. Fora de escola, já diplomado, Lloyd foi um professor de música até que se uniu a Chico Hamilton em 1961. Com Hamilton ele começou tocando sax-tenor e flauta.

O perfil de Lloyd aumentou quando ele uniu ao sexteto de Cannonball Adderley de 1964 a 1965, gravando e viajando internacionalmente. Em 1966, Lloyd formou seu famoso quarteto com Keith Jarrett, Jack DeJohnette e Cecil McBee (depois substituído por Ron McLure).

Com o sucesso do grupo comercial e musicalmente, não só próspero em vendas mas também participando de shows de rock. O ano seguinte, o grupo de Lloyd se tornou o primeiro grupo de jazz a tocar num festival de artes na União Soviética.

Este grupo visitou o mundo extensivamente, e registrou álbuns bem-recebidos. Durante os anos setenta, Lloyd investiu mais no ensino, apesar de continuar a fazer excursões de forma ocasional. Desde o final dos anos 80, Lloyd teve uma maior presença pública, gravando e tocando com músicos europeus, como Palle Danielsson, Billy Hart, Jon Christensen, Bobo Stenson, Ralph Peterson e Anders Jormin.

Woody Shaw

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http://www.sojazz.org.br/2013/11/woody-shaw-complete-muse-sessions.html

Biografia
Woddy Shaw nasceu em 1944, em Laurinburg, Carolina do Norte, e quando Woody ainda era um bebê, a família se mudou para Newark, Nova Jersey, onde ele começou a estudar trompete aos onze anos com Jerome Ziering. Dois anos depois deu início a sua carreira profissional, tocando na orquestra de R&B de Brady Hodge.

Woody nunca terminou os estudos, mas recebeu valiosos ensinamentos musicais com locais jazzmen, como o organista Larry Young e com o saxofonista Tyrone Washington. Com 18 anos, como ele mesmo gosta de dizer, recebeu “a última parte de sua doutrinação” com o pioneiro do jazz latino, Willie Bobo, em um clube chamado The Blue Coronet, no Brooklyn (entre os outros membros da banda estavam Chick Corea e Joe Farrell).

Eric Dolphy ouviu Woody no Blue Coronet e perguntou a ele se gostaria de ingressar em seu conjunto. “A música de Eric me influenciou profundamente”, ele disse depois sobre o saxofonista. “Ele me ensinou a tocar livremente e ajudou-me a encontrar minha própria voz”. A primeira gravação de Woody está no disco “Dolphy’s Iron Man”, e ele estava se preparando para se juntar à banda em uma excursão pela Europa quando Dolphy morreu em 1964.

Woody Shaw é um trompetista, cornetista, flugelhornista, compositor, arranjador, líder de uma banda e ecleticamente original. Músicos de vanguarda, como Eric Dolphy (com quem ele trabalhou) e John Coltrane deixaram suas marcas no particular estilo de Shaw. Mas ele também não se esquece da dívida que tem para com os primeiros mestres do jazz moderno como Charlie Parker e Dizzie Gillespie.

Discografia
1965 In the Beginning… Muse
1970 Blackstone Legacy Contemporary
1972 Song of Songs OJC
1976 Little Red Fantasy 32 Jazz
1977 Rosewood Columbia/Legacy
1978 Stepping Stones Columbia
1980 For Shure! Columbia
1982 Master of the Art Elektra
1983 Setting Standards Muse
1986 Bemsha Swing Blue Note
1986 Solid 32 Jazz
1987 In My own sweet Way In & Out
1997 Last of the Line 32 Jazz
1997 The Moontrane 32 Jazz

Bebop

Por volta de 1945, não se poderia imaginar um estilo mais diametralmente oposto ao espírito convencional e comercial do swing do que o bebop. O nome vem das onomatopéias pronunciadas pelos músicos imitando o fraseado frenético dos seus instrumentos. O bebop privilegia os pequenos conjuntos e os solistas de grande virtuosismo. Talvez o elemento que sofreu a maior modificação dentro da revolução bebop tenha sido o ritmo, com a proliferação de síncopas e de figuras rítmicas complexas. O fraseado é flexível, nervoso, anguloso, cheio de saltos que exigem uma técnica instrumental muito desenvolvida. Além dos fundadores Charlie Parker e Dizzy Gillespie, encontramos entre os expoentes do bebop os músicos que se enontravam regularmente no “Minton´s” do Harlem e na 52nd Street, como o pianista Thelonious Monk (apesar deste ter acabado por desenvolver um estilo muito pessoal), os bateristas Kenny Clarke e Max Roach e o guitarrista Charlie Christian; e também o vibrafonista Milt Jackson, o pianista Bud Powell e o trombonista Jay Jay Johnson.

(V.A. Bezerra, 2001)

http://www.ejazz.com.br/detalhes-estilos.asp?cd=61

Cracker Blues

Quando ouvi o som da banda Cracker Blues, a primeira coisa que me veio à mente foi: Nem tudo no Brasil está perdido. Sim, pois a banda paulista tem como influencia o blues texano, o blues acústico do Mississipi, o southern rock e a pegada do rock setentista. No inicio da carreira a banda tocava um repertório baseado nas obras do ZZ Top, Allman Brothers, Stevie Ray Vaughan, Robert Johnson, entre outros nomes, até começar a incluir composições próprias.

Com 11 anos de estrada, a banda lançou o seu primeiro álbum recentemente, Entre o México e o Inferno (2009). O repertório é formado por 11 canções próprias e todas cantadas em português, um dos destaques do Cracker Blues. As músicas em si são todas excelentes e de uma sonoridade impecável, uma mescla de blues, rock e southern rock. As letras também merecem uma atenção especial, pois são carregadas de temas característicos desses estilos e claro com muita sacanagem (no melhor sentido da palavra).

Entre as músicas, algumas possuem uma pegada mais voltada para rock’n’roll, como “Bolero Maldido”, “Wisky Cabrón”, “Sangue de Segunda”, “Velha Tatuagem” (uma das músicas que deram visibilidade a banda) e “Que O Diabo Lhe Carregue”. Ainda temos o blues acústico “Blues Do Inimigo” e “Oração Para Um Ordinário”, o blues rock “Nascido Em São Paulo” e “Tinhoso”.

A banda é formada por Paulo Coruja (gaita/vocal), Paulo Krüger (baixo), Marcelo “Marcelaza Bottleneck” Vera (guitarra/dobro), Jeferson “Gaucho do Trovão” (bateria), Larrisa Di Nardo e Fernanda Tizado (backings vocals).

Cracker Blues é sem dúvida uma das grandes surpresas da música nacional, ainda mais para quem curte essa pegada do blues, rock e southern rock. Os caras mandam bem demais em todos os sentidos, com uma sonoridade viciante, um instrumental bem trabalhado e letras pra lá de interessantes. Não se preocupe caso você fiquei viciado nesse álbum, é normal. Boa Audição.

Track List

01. Bolero Maldito
02. Whisky Cabrón
03. Velha Tatuagem
04. Sangue de Segunda
05. Blues do Inimigo
06. Nascido em São Paulo
07. Tinhoso
08. Charles Bronson Blues
09. Que o Diabo lhe Carregue
10. Blues 56 – Lobo do Mar
11. Oração Para um Ordinário

retirado do site:

http://www.jazzerock.com/

Inspiração e referência! Biréli Lagrene é um músico completo de vocabulário único.

Em 1981, um garoto de apenas 14 anos apresentava-se com grande estilo e obviamente um pouco de timidez no Montreux Jazz Festival. E naquela noite, da Suíça para o mundo, a vida de Biréli Lagréne nunca mais seria a mesma, estando na frente e “ao lado” de grandes ídolos da música, como Stéphane Grappelli, Benny Goodman, Benny Carter, Larry Coryell e Jaco Pastorius.

Biréli Lagrène nasceu no dia 4 de Setembro de 1966 em Saverene (França), e com apenas 13 anos de idade lançou seu primeiro álbum, denominado “Routes To Django”, e como se não bastasse a excelente estreia, este então garoto prodígio, merecia e com direito comparações à Django Reinhardt, que além de ser realmente uma de suas principais influências para sua formação artística e de seu vocabulário musical, possuíam as mesmas origens ciganas de Biréli.

No início da década de 80, Biréli Lagrène flertou principalmente com estilos como gypsy jazz, mostrando incrível virtuosismo, técnica, musicalidade e lindos fraseados. Desde o seu álbum de estreia, foram lançados seis álbuns em um período de cinco anos, incluindo participações e turnês com músicos como Stéphane Grappelli, Benny Goodman e Benny Carter.

No ano de 1986, Biréli Lagréne é apresentado ao lendário contrabaixista Jaco Pastorius, e aquele encontro resultou em uma parceria histórica para o jazz fusion, introduzindo extensa biblioteca musical, novos ritmos, melodias e incrível swing. Apesar da difícil tarefa de destacar-se como guitarrista tocando ao lado de Jaco Pastorius no auge de sua carreira, Biréli Lagréne então com apenas 20 anos de idade conseguiu transpôr incrível dinamismo e linguagem musical à altura de um dos melhores músicos que já passaram por este planeta.

Com a ilustre parceria interrompida pela morte precoce de Jaco Pastorius, Biréli Lagréne seguiu sua carreira superando as expectativas com numerosos trabalhos de diversas influências, que incluem novos vocabulários alimentados por estilos europeus, latinos e até brasileiros.

Com mais de 30 anos de carreira, Biréli Lagrène já possui 37 álbuns de diversos estilos remanescentes do jazz e é considerado um guitarrista dono de uns dos vocabulários mais extensos na música, estando em um nível de conhecimento superior que poucos músicos conseguiram alcançar.
http://tetrades.com.br/2012/12/02/inspiracao-e-referencia-bireli-lagrene-e-um-musico-completo-de-vocabulario-unico/

Biréli Lagrène

O “Fenómeno da Guitarra” estreia-se em Portugal.
Não lhe adossaram “maravilha” no nome artístico, como fizeram ao pequeno Stevie Wonder, mas foi um dos muitos apelidos que lhe chamaram. “Fenómeno da Guitarra” foi, quiçá, o que perdurou por mais tempo, talvez por ter sido proferido por John McLaughlin. É o que acontece a quem aos 11 anos de idade já se apresenta em público com um virtuosismo na guitarra fora de série, como o fez Biréli Lagrène.

Parecia Django Reinhardt e soava a Django Reinhardt. No entanto, quem estava por detrás da guitarra era um menino francês de 11 anos, nascido na região cigana da Alsácia, na França. O seu nome era Biréli Lagrène e rapidamente começou a circular pelas bocas do mundo, principalmente após o seu primeiro álbum, “Routes To Django”. Tinha 13 anos.

Biréli Lagrène foi um dos principais nomes do jazz nos anos 80. O seu virtuosismo precoce e a postura perante a música do mestre da guitarra Django Reinhardt, ao qual prestava tributo, valeram-lhe a alcunha de “o novo Django”. Estava-lhe provavelmente no sangue e nas raízes ciganas, tal como estava em Django Reinhardt.

No entanto, ao fim de três álbuns, Biréli Lagrène descarta esse novo apelido e abraça novas sonoridades, virando-se para o jazz eléctrico de fusão. O seu nome começa a aparecer ao lado dos grandes vultos do género: John McLoughlin, Jaco Pastorious ou Al DiMeola, por exemplo. No entanto, apesar da sua técnica e virtuosismo lhe valerem o reconhecimento geral dos seus pares, o mesmo não se pode dizer do público, que não aderiu aos novos álbuns como nos anteriores.

Nada disso preocupou Biréli Lagrène que continuou o seu percurso musical ascendente. Em 1998 gravou o seu disco mais peculiar, “Blue Eyes”, um álbum dedicado inteiramente à música de Frank Sinatra.

É em 2001 que forma então o Gypsy Project, projecto o qual se tem dedicado nos últimos anos. Musicalmente, homenageia as suas raízes ciganas (e consequentemente as composições de Django Reinhardt) e as suas origens francesas, com influência óbvia da chanson. A história já vai na forma de triologia: “Gypsy Project”, em 2001; “Gypsy Project And Friends” em 2002; e “Move” em 2004.

Será, provavelmente, este último que Biréli Lagrène irá apresentar em Lisboa, no próximo dia 6 de Julho, em estreia absoluta em Portugal. A honra cabe ao Fórum Lisboa que o acolherá juntamente com o seu quarteto, complementado por Franck Wolf [saxofone], Hono Winterstein [guitarra] e Diego Imbert [contrabaixo]. Com início marcado para as 21.30 e os bilhetes à venda nos sítios habituais, adivinha-se um concerto, no mínimo, obrigatório.

http://www.ruadebaixo.com/bireli-lagrene.html

Patavinas Jazz Club

Patavinas Jazz Club
Domingo, 3 de novembro de 2013, 16h

A mistura de jazz, rock, bossa nova e reggae da Patavinas Jazz Club dá o tom do palco da Praça Victor Civita, no dia 03 de novembro, às 16 horas. Contando como criaram suas composições instrumentais, o grupo aproxima o público de seus trabalhos, criados com inspiração desde o nascimento dos filhos até jogos de futebol memoráveis. O guitarrista André Hemsi revela que os estilos fusion e pop também farão parte do repertório.
A expectativa é de que os músicos apresentem as composições de seus quatro CDs – entre eles estão Empório, Entre Marés e Tranca a Porta e Joga a Chave, este último indicado ao 24º Prêmio da Música Brasileira, do Ministério da Cultura e Vale, que aconteceu em agosto deste ano. “Mostraremos diversas vertentes da música instrumental, com composições originais e improvisos inspirados”, prevê o músico.

Os doze integrantes apresentam uma sonoridade madura distinta e original. Entre os músicos estão bancário, analista de sistemas, engenheiro, professor, editor e vendedor. “Nos orgulhamos de tocar uma música instrumental inedita, misturamos diferentes ritmos e poderemos mostrar nossas criatividades nos solos”.

O grupo, que já tem cinco anos, deve compartilhar com o público vinte composições próprias, em apresentação gratuita. Hemsi assegura que todos os instrumentos têm seu espaço garantido nos arranjos. “Isso nos ajuda a contribuir para um resultado artístico cada vez mais novo e inusitado”.

A big band tem nos trompetes Fabio Rizzi e Ana Cester, no trombone Wellington Spedanieri, no saxofone alto Gilvanio Bispo, no saxofone tenor Flavio Rocha, no saxofone soprano e clarinete Marcos Tavares, na flauta Maria Luzia Belderrain, na guitarra André Hemsi, nos teclados Mario Martins, no baixo Leopoldo Claro e na bateria Diogo Veiga.

QUANTO: entrada franca

Local:
Praça Victor Civita
Rua Sumidouro, 580
Pinheiros
São Paulo – SP
Tel.: (11)3037-8696

http://www.ejazz.com.br/agenda/sp-detalhes.asp?cdEvento=19462&cdLocal=760

George Benson (n.1943)

Nasceu em Pittsburgh, em 1943, e aos oito anos já tocava em night clubs. Gravou para a RCA em 1954, e aos 17 anos formou uma banda de rock, tocando uma guitarra construída pelo seu padrasto. Tocou com grupos locais de R&B, como os Altairs e os Four Counts. Tendo escutado Charlie Christian, Wes Montgomery e Charlie Parker, sentiu-se atraído pelo jazz, e em 1962 já estava tocando jazz funky com a banda de ‘Brother’ Jack McDuff.

Aos vinte anos mudou-se para Nova Iorque, e em 1965 formou seu próprio quarteto. Gravou para a Columbia em 1966 (inclusive aparecendo no disco Miles in the Sky de Miles Davis), e assinou com a Verve em 1967. Depois da morte de Wes Montgomery, em 1968, o produtor Creed Taylor levou Benson para a A&M e em 1971 para a CTI. Nesse período, Benson gravou discos que firmaram sua reputação como sucessor de Wes. Porém foi o contrato assinado com a Warner em 1976 que o catapultou para o estrelato em grande escala. Nos anos 70 e 80, à medida que Benson se afastava cada vez mais do jazz e se associava ao pop e ao R&B (inclusive cantando bastante, em detrimento da guitarra), seu nome subia sem cessar nas paradas. O sucesso comercial cresceu ainda mais com as trilhas de filmes, as parcerias com artistas de sucesso e os prêmios Grammy. Nos anos 90, Benson empreendeu um bem-vindo retorno à música mais instrumental e mais jazzística.

Benson é em mais de um sentido um continuador de Wes Montgomery: na técnica soberba, que lhe permite tocar as passagens mais difíceis com nonchalance, como se fossem a coisa mais fácil do mundo; na versatilidade, movendo-se tranqüilamente entre diferentes gêneros e estilos; na permeabilidade a influências extra-jazzísticas, como o soul e o pop; no gosto duvidoso na escolha do repertório. E também – é justo notar – na desconcertante freqüência com que, em meio a uma obra de valor musical irregular, lapida frases do melhor swing e do mais profundo valor expressivo. Também é digno de nota o fato de que Benson é igualmente competente como solista e como acompanhante, sempre imprimindo à música em que participa um swing irresistível.

(V.A. Bezerra, 2001)

http://www.ejazz.com.br/detalhes-artistas.asp?cd=132