Matana Roberts: em busca de suas raízes

Em maio de 2009, Matana Roberts subiu ao palco do Sesc Vila Mariana. Muitos que estavam presentes talvez não se recordem. É que a saxofonista estava escondida em meio a outras figuras de força (e todos sombreados pelo convidado especial Roscoe Mitchell) que puseram a Exploding Star Orchestra de Rob Mazurek em ação naquela noite. Com mais de uma década de carreira, Matana –nome que significa ‘presente’ em hebraico– teve em 2011 provavelmente seu ano mais especial, embalada pela grande repercussão do álbum “Coin Coin. Chapter One: Gens de couleur libres”, que abriu nosso Top 10 anual.

Filha de um fã de free jazz, que a apresentou aos grandes do gênero (“I grew up on that type of music, my dad is a huge Sun Ra, Albert Ayler, Archie Shepp, David Murray, Cecil Taylor, Alice Coltrane etc etc etc fan”), Matana nasceu em Chicago, 33 anos atrás. Associada à mítica AACM, primeiro se dedicou a estudar clarinete clássico, passando depois ao sax alto (sugestão de um professor), mergulhando no mundo da free music e migrando, na virada dos 90/00, para NY. Com seus 20 e poucos anos, se tornou próxima de Jeff Parker e Fred Anderson (1929-2010), que a levou para tocar em seu ‘Velvet Lounge’.
Sua primeira investida de destaque foi o trio “Sticks and Stones”, formado com Chad Taylor (bateria) e Josh Abrams (baixo), com o qual estreou em disco homônimo em 2002. Colaborações com Joe Maneri, Don Byron, Steve Lacy, Nicole Mitchell, Peter Brotzmann, Tony Malaby, Ravi Coltrane, Ras Moshe e Guillermo E. Brown viriam à frente.

A saxofonista passou a assumir o espaço de líder e tocar de forma mais centrada e pessoal suas ideias em anos recentes, editando os álbuns “Lines for Lacy” e “The Calling” (2006), “The Chicago Project” (2008) e “Live in London” (2011). Agora abraçou seu projeto mais importante: o work-in-progress “Coin Coin”, uma serie de peças (estão previstos 10 capítulos, além de instalações pontuais utilizando material musical já criado) nas quais a instrumentista e compositora desenvolve e homenageia sonora e teatralmente suas raízes, fincadas na história de uma família afro-americana que atravessa dez gerações. “Coin Coin” era o apelido de Marie Therese Metoyer (1742-1816), uma parente distante dos Roberts que viveu como escrava parte de sua vida, tornando-se, depois de liberta, figura lendária. “The name of this project is called Coin Coin and it is named after the “nickname” of a woman who played a big part in the ability of my family’s survival. I am dividing the anecdotes and history of my family into musical chapters of a sort that are represented by different ensemble configurations. My hope is that one day I will be able to perform the entire narrative with the different ensembles as one large “life cycle”. But for now I have been performing the different chapters in separate performances”, explica a compositora.

Matana não é apenas uma improvisadora livre; gosta de lidar também com composição e escrita, jazz, free, pós-rock, blues e spoken word. Sua música absorve e emite todo esse caldeirão referencial, sendo Coin Coin a síntese de tudo que fez e que aspira fazer, onde podemos apreciar seu sax alto rasgando solos nervosos ou se perdendo em ritmos sedutores ou percorrendo melodias bailantes. Tudo está lá, integrado, realizado com justeza. A música de Coin Coin se espalha por notações gráficas, improvisação, técnicas jazzísticas, gêneros musicais tradicionais específicos ligados à temática de cada capítulo, ‘spoken narrative’ e um pouco de canto. “I do the work I do because it is a way for me to deal with creating meaning for my own life whilst at the same time being in direct service to others … in the form of inspiration and thought provocation through musical sound that is representative of my own personal ideas, dreams and desires”, diz ela.

O projeto Coin Coin está no auge criativo e vai desenvolvendo seus capítulos em concertos mundo afora, sempre com variação nos músicos convidados. O Capítulo 1 (“Gens de Couleur Libres”), foi editado em CD neste ano, pela Constellation Records, trazendo um amplo grupo de 15 artistas, com canto, sopros, percussão e cordas.

O Capítulo 2 (“Mississippi Moonchile”), ainda inédito em CD, teve sua estréia documentada pela rádio WBGO em junho de 2010 e retransmitida pela NPR Music. Segundo a autora, o capítulo 2 é focado nas raízes paternas dela, ligadas ao Mississippi, e com forte uso do blues. A peça foi interpretada por um sexteto e se estende por 59 minutos.

“Coin Coin. Chapter 2: ‘Mississippi Moonchile’”

Listen/Ouça
*Matana Roberts: alto, voice
*Shane Endsley: trumpet
*Hill Greene: bass
*Shoko Nagai: piano
*Tomas Fujiwara: drums
*Jeremiah: voice

Recorded live at WBGO FM, Jun. 24, 2010.

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Mais Matana:

http://www.myspace.com/matanaroberts
http://www.matanaroberts.com/

Discografia Dr. Lonnie Smith

DR. LONNIE SMITH AS LEADER:
SPIRAL (Palmetto/2010)
THE ART OF ORGANIZING (Criss Cross Jazz/issued 2009)
RISE UP! (Palmetto/2009)
JUNGLE SOUL (Palmetto/2006)
TOO DAMN HOT! (Palmetto/2004)
BOOGALOO TO BECK (Scufflin’/2002)
PURPLE HAZE (Venus/MusicMasters – 1994)
FOXY LADY (Venus/MusicMasters – 1994)
AFRO BLUE (Venus/MusicMasters – 1993)
THE TURBANATOR (32 Jazz/1991)
LENOX AND SEVENTH with Alvin Queen (Black & Blue/1985)
GOTCHA (LRC/1978)
FUNK REACTION (LRC/1977)
KEEP ON LOVIN’ (Groove Merchant/1976)
AFRO-DESIA (Groove Merchant/1975)
MAMA WAILER (Kudu/1971)
LIVE AT CLUB MOZAMBIQUE (Blue Note/1970)
DRIVES (Blue Note/1970)
MOVE YOUR HAND (Blue Note/1969)
TURNING POINT (Blue Note/1969)
THINK! (Blue Note/1968)
FINGER-LICKIN’ GOOD SOUL ORGAN (Columbia/1966-67)

DR. LONNIE SMITH COLLECTIONS:
AFRODESIA (LRC/2003)
AFRO-DESIA/KEEP ON LOVIN’ (Connoisseur/2000)
AFRODESIA (LRC/1996)
LONNIE SMITH (LRC/1991)
LONNIE SMITH/GEORGE BENSON (Europa Jazz/1981)
FLAVORS (1980/1998)
WHEN THE NIGHT IS RIGHT (Chiaroscuro/1980)
LONNIE SMITH (America/1979)

LONNIE WITH OTHERS:
FRIENDS AND FAMILY – Ray Brown, Jr. (SRI Jazz/2008)
SWEET MISSY – Gloria Coleman featuring George Coleman (Doodlin’/2007)
LITTLE TINY – Sari Yano (Savoy/2007)
LEGENDS OF JAZZ WITH RAMSEY LEWIS (LRSmedia/2006)
NOW – Javon Jackson (Palmetto/2006)
SO WAR’S – VOLL DANEBEN – Olaf Kübler (ACT/2005)
GREASY STREET – Richie Hart (Zoho/2005)
STRAIGHT FROM THE SOURCE – Cyrus Pace (Bright Soul/2005)
HAVE YOU HEARD – Javon Jackson (Palmetto/2005)
NEW YORK TIME – Frode Kjekstad (Curling Legs/2004)
THE DOCTOR IS IN – Crash (Cellar Live/2003)
COAST TO COAST – Red Holloway (Milestone/2003)
HAMMOND RENS – Kresten Osgood (ILK Music/2002)
EASY DOES IT – Javon Jackson (Palmetto/2002)
THE BRIDGE – Karl Denson’s Tiny Universe (Relaxed/2002)
DR. LONNIE SMITH MEETS MARTIEN OSTER AND THE ORIGINAL GROOVES (2001)
GOES BLUE – THE JAZZ GUITAR TRIO VOL. 3 – Ximo Tébar (Nuevos Medios/2001)
SOUL MANIFESTO – Rodney Jones (Blue Note/2001)
THE SPIRIT SPEAKS – Ed Cherry (Justin Time/2000)
MODERN MAN – Bobby Broom (Delmark/2000)
RELAXING AT SEA: LIVE ON THE QE2 – The Lou Donaldson Quartet (Chiariscuro/1999)
McGRIFF’S HOUSE PARTY – Jimmy McGriff (Milestone/1999)
HOMEPAGE – Ximo Tébar (WEA/1998)
AFTER HOURS – Eric Allison (Contemporary/1997)
CHARLES EARLAND’S JAZZ ORGAN SUMMIT (Cannonball/1997)
SO WHAT! – THE JAZZ GUITAR TRIO VOL. 2 – Ximo Tébar (WEA/1997)
BONGOBOP – The Essence All Stars (Hip Bop Essence/1997)
ONE FOOT IN THE BLUES – Johnny Adams (Rounder/1996)
SOUL SERENADE – Jesse Jones (Contemporary/1996)
THE TRUTH – Turk Mauro (Milestone/1996)
POLKA DOTS AND MOONBEAMS – David “Bubba” Brooks (TCB/1996)
MEAN STREETS BEAT – Eric Allison (Contemporary/1996)
A LOOK WITHIN – Javon Jackson (Blue Note/1996)
ORGANIC GROOVES – Essence All Stars (Hip Bop Essence/1996)
SOUL MATES – Terry Myers (Contemporary/1995)
MATING CALL – The Chartbusters (Prestige/1995)
BOILING POINT – Melton Mustafa Orchestra (Contemporary/1995)
HITTIN’ THE JUG – Turk Mauro (Milestone/1995)
STRUTTIN’ – Ron Holloway (Milestone/1995)
CHARTBUSTERS VOLUME 1 – Chartbusters (NYC/1995)
THE BLUE NOTE YEARS VOLUME SEVEN: BLUE NOTE NOW AS THEN (Blue Note/1994)
ROUND THE OUTSIDE – Olaf Kübler (RUM LK/1994)
SENTIMENTAL JOURNEY – Lou Donaldson (Columbia/1994)
PLAY THE RIGHT THING – Lou Donaldson (Milestone/1993)
CARACAS – Lou Donaldson (Milestone/1993)
SECRET AGENT MEN – Secret Agent Men (Akira Tana) (Paddle Wheel/Sons of Sound – 1992)
GOTO – Teruo Goto and the Harlem Art Ensemble (Ninety-One/1992)
NATIVE SON – Gerry Eastman (Williamsburg Music Center/1992)
LIVE JAM – Jazz Funk Masters featuring Lonnie Smith (P-Vine/1992)
COME ON DOWN – Jimmy Ponder (Muse/1990)
LIVE IN NEW YORK – The Harlem Art Ensemble (Explore/1990)
REMEMBERING WES – Richie Hart (Compose/1988-89)
BACK TO BECK – Joe Beck (DMP/1988)
TO REACH A DREAM – Jimmy Ponder (Muse/1988)
IN A JAZZ TRADITION – Eric Gale (EmArcy/1987)
CHARLIE KARP & THE NAME DROPPERS (Grudge/1987)
LIVE AT THE BLUE NOTE – Ronnie Cuber (ProJazz/1985)
STATE OF THE ART – Jimmy McGriff (Milestone/1985)
LABOR OF LOVE – Dave Hubbard (Sybarite Music/1985)
SO MANY STARS – Jimmy Ponder (Milestone/1984)
IN THE BLACK – Monty Guy (Evertone/1984)
LIVE IN MONTREUX 1980 – Marvin Gaye (Eagle/1980)
B. BAKER CHOCOLATE CO. – B. Baker Chocolate Co. (LRC/1979)
BENSON BURNER – George Benson (Columbia/Issued 1976)
RISING SUN – Teruo Nakamura (Polydor/1976)
Lou Donaldson (unissued/1975)
PRETTY THINGS – Lou Donaldson (Blue Note/1970)
EVERYTHING I PLAY IS FUNKY – Lou Donaldson (Blue Note/1970)
MIDNIGHT CREEPER – Lou Donaldson (Blue Note/1968)
MR. SHING-A-LING – Lou Donaldson (Blue Note/1967)
ALLIGATOR BOOGALOO – Lou Donaldson (Blue Note/1967)
THE GEORGE BENSON COOKBOOK – George Benson Quartet (Columbia/1966-67)
IT’S UPTOWN – George Benson Quartet (Columbia/1966)
RED SOUL – Red Holloway (Prestige/1965)

Ron Carter (n.1937)

http://www.ejazz.com.br/detalhes-artistas.asp?cd=39

Ron Carter é um dos mais admirados e respeitados contrabaixistas da atualidade. De acordo com os sítios da gravadora Blue Note e dele próprio, Carter figurou em mais de 3000 gravações (!) como sideman (acompanhante), além de gravar mais de 50 álbuns como líder. Começou a carreira tocando no quinteto de Chico Hamilton. Tocou no quinteto de Miles Davis de 1963 a 1968, na notável formação “moderna” que incluía também o pianista Herbie Hancock, o baterista Tony Williams e o saxofonista George Coleman (substituído depois por Wayne Shorter). A lista de grandes nomes com os quais tocou inclui Tommy Flanagan, Gil Evans, Bill Evans, Dexter Gordon, Wes Montgomery, Eric Dolphy, Don Ellis, Cannonball Adderley, Mal Waldron, Thelonious Monk, George Benson, Sonny Rollins, McCoy Tyner, Freddie Hubbard, Cedar Walton, Jim Hall, George Duke, Lena Horne e Aretha Franklin.

Dono de uma vasta cultura musical, o versátil Carter trabalhou dentro de variados estilos musicais: jazz-rock, experimentos em música erudita de câmara, jazz mainstream, música de influência brasileira, etc. Em todos esses gêneros, e com as mais diferentes formações, Carter imprime sua marca: som encorpado, rico timbre “de madeira”, afinação perfeita, improvisos bem desenvolvidos, swing impecável.

Tendo começado na juventude a estudar música com o violoncelo, mesmo passando para o contrabaixo Carter não deixou de lado o apreço pela tessitura aguda dos instrumentos graves: assim, freqüentemente ele troca o contrabaixo convencional pelo contrabaixo piccolo, que toca com a mesma técnica impecável. Outro aspecto interessante é que, quando toca como líder, Carter às vezes recruta outro contrabaixista para fornecer uma base rítmica sólida enquanto ele se lança em solos mais aventurosos.

Recebeu prêmios Grammy, e também prêmios do Detroit News, da National Academy of Recording Arts and Sciences e da revista Down Beat. Graduado, mestre e doutor em música, Carter também tem uma sólida carreira como professor, educador e regente. É atualmente Distinguished Professor of Music no City College of New York. Também compôs diversas trilhas sonoras para cinema.

(V.A. Bezerra, 2001)

Ray Brown (1926-2002)

http://www.ejazz.com.br/detalhes-artistas.asp?cd=159

Iniciado na música aos oitos anos, através do piano, Brown viria a se tornar mais tarde um dos mais importantes contrabaixistas do jazz. Começou a tocar contrabaixo de ouvido, por considerar o instrumento mais fácil que o piano. Ao sair do colegial participa da banda de Snookum Russell por seis meses, e decide tentar a sorte em Nova Yorque como musico freelancer. Sucessor de Jimmy Blanton, Brown ocupa o espaço deixado nas pequenas formações por Oscar Pettiford, que ingressa na big band de Duke Ellington.

Brown tinha apenas 19 anos quando foi contratado de imediato por Dizzy Gillespie, com quem começa a excursionar internacionalmente, ao lado de monstros sagrados como Bud Powell e Charlie Parker – o que seria muito importante para seu amadurecimento musical, tanto na técnica como na composição.

Após dois anos com Dizzy, resolve montar em 1948 seu próprio trio, com Hank Jones e Charlie Smith, para acompanhar Ella Fitzgerald, com quem foi casado nesse período. Mais tarde descobre o Jazz At The Philharmonic, do qual participa por aproximadamente 18 anos. Durante este período conheceu e tocou com muitos músicos, mas um, em particular, seria seu grande parceiro musical: o virtuose canadense do piano Oscar Peterson.

Brown tocou em todos os clubes de renome mundo afora e é um dos músicos mais solicitados para gravações de estúdio. Frank Sinatra, Ella Fitzgerald, Louis Armstrong, Tony Bennett, Billy Eckstine e Sarah Vaughan são alguns dos nomes com quem gravou. Ray tem se mantido muito ativo, dentro e fora dos palcos, produzindo discos e organizando festivais de jazz.

Fernando Jardim

Jazz-iz-Christ

Uma empreitada de parcerias, Jazz-Iz-Christ tem 13 faixas que trança dentro e fora do gênero do Jazz, infundindo elementos do jazz tradicional, música eletrônica e outros elementos do jazz não tradicional.
Além de Serj, este álbum tem a participação de Tigran Hamasyan, um notório e talentoso pianista contratado da Verve Records (tigranhamasyan.com), o trumpetista Tom Duprey (da banda de Prometheus Bound), a flautista Valery Tolstov, o violinista e ator David Alpay e diversos outros convidados musicais. O álbum é principalmente instrumental, mas tem 3 faixas com Serj fazendo vocais.

http://www.siteofadown.com/serj/?pg=proj/jazziz

Serj Tankian fala sobre Orca, Jazz-Iz Christ, System of a Down e mais

http://siteofadown.com/?subaction=showfull&id=1370658527&soad=news

Ele continuamente se desafia e esmaga toda e qualquer fronteira no processo. Seus novos álbuns ORCA e Jazz-iz Christ pode estar musicalmente a milhas distante do louco e impressionante System of a Down, mas eles são igualmente potentes e uma progressão genuinamente natural para Tankian. Sua sensibilidade cinematográfica espalha-se extensamente pela peça orquestral ORCA, enquanto que Jazz-iz Christ trata de seu amor por aventuras musicais tendo jazz como pano de fundo. Ambos os discos têm nuances que vão ao ponto de recompensador, fazendo cada de ouvida uma viagem a um lugar novo. Mas novos lugares não são estranhos a Tankian e ele continua os encontrando – especialmente agora com sua “pintura embutida de música”, como ele gosta de chamar.

Conversar com Tankian é sempre uma experiência impressionante e inspiradora, então o editor chefe do ARTISTdirect.com Rick Florino falou com ele sobre ORCA e Jazz-iz Christ em detalhe. Ele também falou sobre o que o System of a Down significa para ele em 2013 e muito mais.

No que você tem se focado ultimamente?
Nos últimos meses, tenho me focado em fazer essa pintura embutida de música. Nunca pintei na minha vida, mas me surgiu essa ideia. A música se torna tão temporal e quase desvalorizada devido à pirataria. Tenho vários amigos pintores que criam umas pinturas incríveis. Pensei: “Como faço da minha música uma experiência exclusiva?” e disse: “Bom, por que não criar uma pintura musical?”. Em outras palavras, pego uns alto-falantes e mp3 player e crio uma peça de música. Então, pinto um quadro baseado naquele pedaço de música, mesmo com algumas das notas e claves. Estou usando ideias de eternidade. Fiz 19 peças. Dezessete são pinturas e duas são montagens. Uma é uma lâmpada que fiz de um velho teclado Yamaha. É um lance louco e legal. Eles todos tem alto-falantes e mp3 players embutidos. Estamos considerando fazer algumas exibições este ano e começar a lançar isso. É uma experiência bem única. Em alguns casos, a música será reproduzida. Em muitos casos, a música será exclusiva. Ela estará somente dentro da pintura na casa ou escritório de alguém. É um conceito que estamos trabalhando. É divertido.

ORCA e Jazz-is Christ definitivamente têm vida própria.
Estive trabalhando em ORCA por muitos anos. Comecei trabalhando nele quando estava fazendo Imperfect Harmonies. Na verdade, escrevi os primeiros dois atos enquanto trabalhava no Imperfect Harmonies por acaso. Nós o desenvolvemos numa sinfonia e o gravamos na Áustria com uma orquestra incrível lá. Tínhamos as demos antes disso. Passamos muito tempo aperfeiçoando-as e mudando modulações e fazendo novas demos. É um grande trabalho. Fizemos uma campanha Kickstarter bem sucedida ano passado para ajudar com o evento ao vivo. Faremos um bocado de shows na Europa, começando em Kiev, assim como Rússia e Itália. Então iremos à Polônia, Helsinki e mais alguns. Vamos para tod o lugar em setembro e outubro, após a turnê europeia do System of a Down em agosto.

Como você começou construindo a sinfonia?
Comecei escrevendo no piano. O segundo instrumento que usei foi um cello. Fiz com um grupo para que soe maior do que um cello solo. Depois do cello, usei contrabaixo. Então a viola de arco e primeiro violino e segundo violino. Daí fui para os metais, usando cordas sampleadas para fazer demos do que quero ouvir de uma orquestra ao vivo. Uma vez que finalizei os metais, fui para a percussão e adicionei harpa ou o que fosse preciso. Refiz as demos com mudanças de modulação e ritmo, aperfeiçoando certas coisas e acrescentando expressões de reversão. Então basicamente gravamos isso. Levamos a demo e escrevemos tudo como notas para a orquestra tocar. Revisamos tudo com um maestro com quem queríamos trabalhar. Ensaiamos com a orquestra ao vivo. Fizemos algumas revisões aqui e ali porque ao vivo é sempre uma situação diferente. Finalmente, você toca ao vivo e grava. É um processo bem prolongado, por isso que levei tantos anos para compô-la. Obviamente, tenho muitas coisas acontecendo. Lancei outros dois discos no ínterim e saí em turnê com o System.

ORCA é especialmente pessoal, considerando todo esse tempo?
Absolutamente! A parte mais interessante para mim é que há momentos no ORCA – ou geralmente na música clássica com orquestra – que são tão vulneráveis, sutis e belos que você não consegue fazer isso com outros tipos de instrumentos. Se você está escrevendo uma música de rock, você pode fazê-la bombástica e poderosa com fortes letras e intenções. Você consegue tocar as pessoas de uma forma diferente. Definitivamente há uma certa vulnerabilidade neste tipo de música e nesta sinfonia em particular. Estou feliz que você tenha entendido isso.

ORCA é bem visual…
Sim! Há um clipe demo do Ato 1 com uns visuais oceânicos que um amigo nosso criou. Estamos montando o Ato 2 com uma gravação ao vivo com esses visuais oceânicos.

Parece uma narrativa.
O começo foi por acaso. Começa bem informal e quase como um seriado de TV. O ato 1 acaba e o segundo começa. O terceiro ato foi como uma despedida. Musicalmente, começa um pouco mais alegre. Há mais notas maiores que menores. É mais elevado do que os dois primeiros atos. Ao longo da segunda parte do terceiro ato, se torna bem minimalista e te leva a este mundo diferente. O quarto ato chega quase que como uma orquestra metal. A orquestra vem com tudo e depois suaviza. Mas obviamente, está tudo relacionado e conectado.

Quando você começou a gostar de música clássica?
Não é algo que sempre acompanhei. Em retrospecto, agora estou escutando de verdade e reconhecendo as melodias clássicas. É como as pessoas que dizem que não ouvem os Beatles, mas conhecem cada música deles [risos]. Não sou uma delas porque sempre escutei os Beatles. Mas é assim para música clássica. Estou percebendo quanto de música clássica conheço. Está ao redor de você, seja através de comerciais, teatro ou qualquer coisa. Está em todo lugar. Eu nunca fui um profundo apreciador de música clássica enquanto crescia e nem fui um músico treinado classicamente. Isso veio para mim mais tarde. Tive a oportunidade de trabalhar com a Orquestra Filarmônica de Auckland e pensei: “Isso seria demais!”. Me abriu um modo completamente novo de interpretar as coisas. Comecei como compositor e aqui estou eu escrevendo minha própria música para uma sinfonia. Ela se alimenta de outras coisas que estou fazendo. Também estou compondo para um vídeo game chamado Morning Star do Industrial Toys. É um jogo sci-fi de tiro para iPad e é bem high tech. O lance clássico me põe nesse mundo em que quero trabalhar mais.

Jazz-is Christ é uma verdadeira viagem. Você convida todos esses músicos incríveis para este mundo e simplesmente enlouquece.
É muito interessante. Escrevi as faixas jazz por muitos anos. Quando decidi fazer um disco, falei com três amigos meus que são músicos de jazz fenomenais em três lugares diferentes do mundo. Eles todos toparam colaborar então comecei a enviar-lhes as faixas. Também pedi algumas faixas deles para juntar e mixar. Algumas das músicas na verdade são do musical que orquestrei Prometheus Bound. Queria lançá-las porque nunca foram lançadas de outra forma além do musical. É progressivo. Há muitos elementos eletrônicos e ao vivo. Há reversões interessantes e alguns elementos dançantes de certa forma. Sou fã de vários artistas de jazz clássicos. Tem alguns artistas legais franceses de acid jazz dos anos 90, como St. Germain. É uma combinação. Tem algumas coisas de jazz clássico, dançante e progressivo. De tudo um pouco, mas em termos de instrumentos é jazz. É para um ouvinte moderno que aprecia a harmonia jazz.

Escolher todos esses músicos deve ter sido como escalar o elenco de um filme.
Foi ótimo! Só de ver Trigran Hamasyan no piano foi incrível. Um de meus trompetistas preferidos de todos os tempos, Tom Duprey, com quem trabalhei no musical Prometheus Bound tocou trompete neste disco. A vibe dele e o modo como ele conta suas histórias através do instrumento é simplesmente incrível. Valeri Tolstov toca solos de guitarra com a flauta! Esses caras são músicos de rock jazz. É uma honra. Stewart Copeland tocou numa faixa. São só amigos tocando pela diversão. É esse tipo de projeto.

Qual a história por trás de Distant Thing?
Eu adoro essa música. É de Prometheus Bound. A letra é de Steven Sater e a música é minha. Ela era uma faixa originalmente sombria, meio gótica com sintetizadores. Quando estive em Boston fazendo música durante os ensaios, decidi mudar a instrumentação e fazê-la mais jazz. Bem na hora, comecei a rearranjá-la. Ficou bem legal, quase uma faixa de jazz clássico. Quando decidi coloca-la no Jazz-iz Christ, peguei a vibe jazz, fui mais fundo e acrescentei mais instrumentação. Acabou sendo jazz mas começou tipo gótico, com sintetizadores [risos]. A atriz que cantou-a durante o musical tinha uma voz imensa e nos fez chorar todas as noites porque era tão assombrosa e poderosa. Eu a dei uma sonoridade um pouco mais clássica, com voz profunda, pessoal e intimista.

De onde Miso Soup veio?
Escrevi esta em turnê com o FCC anos atrás no violão. Estávamos no Colorado num local bem legal que tinha uma quadra de basquete e uma Jacuzzi. Eu ficava dizendo: “Tudo do que sentimos falta é de Miso Soup. Tudo o que precisamos é de Miso SOup” [risos]. Peguei o violão e escrevi a faixa. É provavelmente a faixa de jazz mais rock do disco. A ponte dessa música, tenho que dizer, é a coisa mais viajante que eu já fiz.

A pintura, as letras e a composição vêm de partes diferentes de sua psique ou elas se alimentam umas às outras?
Definitivamente alimentam umas às outras. Ao trabalhar em diferentes discos e projetos ao mesmo tempo, um está na sua cabeça enquanto você está trabalhando na outra. Não há como evitar que elas se cruzem de certos modos, mesmo se são de gêneros e coisas diferentes. Penso que todas as formas de arte alimentam-se mutuamente. Não tenho um amigo pintor que não pinte ouvindo música. Tudo influencia tudo. É bem interessante como tudo funciona.

Quais trilhas de filmes que você curte?
A trilha de Blade Runner é incrível! Eu tenho. É ótima. Planeta dos Macacos é demais também.

O que o System of a Down significa para você em 2013?
Em primeiro lugar, eles são meus parceiros e amigos com quem criei música e construí uma carreira. Ainda sou muito grato. Para mim, é o que eu tenho feito. É de onde eu vim. É algo que aprecio fazer. Nós saímos em turnê novamente três anos atrás por um bom propósito. Acho que sentimos falta de fazer parte disso juntos. Claro que temos muitos fãs e pessoas interessadas em um disco o mais breve possível. Mas as coisas levam tempo. Cada um tem sua vida e tem que estar no estado de espírito certo para fazer um disco junto. Jazz-iz Christ e ORCA serão meus quinto e sexto álbuns solo em sete anos. Tenho estado em turnê com o System, o FCC e as orquestras pelo mundo. Não parei. Não há muito tempo livre. Quero me certificar de ter tempo para mim mesmo e para minha família. Somente nós quatro podemos decidir o que o System significa. Sei que os fãs concordam que nós somos o System e isso é incrível.

Vocês têm que fazer no momento certo.
Não posso compor um disco forçado. É como romancear alguém num momento em que você não quer ser romântico. Não é nem mesmo uma escolha. Nós adoramos fazer turnês. Todas as turnês têm sido bem recebidas. Estamos bem afiados – provavelmente melhor do que nunca estivemos. Está sendo legal. Um novo disco requer três anos. Não é algo que eu consiga fazer nesse momento. Quando eu puder me comprometer com um ciclo de álbum de três anos, estarei determinado a fazê-lo.

Vocês têm que fazê-lo quando for a hora certa.
Exatamente! Não dá para anotar um pedido. Não estamos fazendo pizza [risos]. Não dá para fazer isso no prazo determinado por outras pessoas.

Você não entrou no rock’n’roll para evitar anotar pedidos?
[Risos] Isso é hilário.

Por: Rick Florino
Foto: Robert Sebree

Tradução: Lika Tankian – Fonte: ARTISTdirect.com

Serj Tankian

http://pt.wikipedia.org/wiki/Serj_Tankian

Serj Adam Tankian (Arménia: Սերժ Թանգյան) (Beirute, 21 de Agosto de 19671 ) ,é vocalista, compositor e tecladista da banda System of a Down, além de realizar diversos trabalhos paralelos. Nasceu no Líbano e é descendente de armênios.

Biografia
Todos os quatro avós de Serj eram armênios. Durante o genocídio armênio (perpetrado pela Turquia em 1915), eles tiveram de refugiar-se no Líbano.

Em 1975, foi com sua família para os Estados Unidos, devido aos problemas políticos e econômicos no Líbano.

Seu avô, Stepan Haytayan, costumava lhe contar a respeito das atrocidades cometidas ao povo armênio durante genocídionota 1 . É por isso que Tankian sempre aborda esse tema e luta para que a Turquia reconheça o que fez.

Serj vem de uma família de artistas. Desde pequeno, cantava com seu pai em uma capela adventista, Katchadour

Tankian começou a estudar numa escola pública armênia chamada Rose & Alex Pilibos Armenian School, em Los Angeles, e tinha média 4 (ou o equivalente a 9 ou 10 no Brasil e 18 a 20 em Portugal).

Algum tempo depois, Tankian começou a trabalhar como lavador de carros. Trabalhou também como sapateiro. Logo entrou na Universidade Cal State University,Northridge, onde estudou comércio, artes visuais e música.

Teve aulas de canto durante quatro anos com Mark Goodman e também teve aulas de guitarra quando era pequeno.

Tankian tem uma licenciatura em Marketing.

Ele teve uma companhia de software chamada Ultimate Solutions.

Serj fundou junto a Tom Morello (ex-Audioslave e Rage Against the Machine) a ONG Axis of Justice.

Enquanto estava com o System of a Down, Tankian participou de diversos projetos com outros artistas, como o guitarrista Buckethead, a banda estadunidense Dog Fashion Disco, a dupla francesa Les Rita Mitsouko, o grupo Fair to Midland e vários outros músicos. Mais recentemente, ele colaborou com a banda armênia Viza, na canção Viktor.

Em 13 de setembro de 2001, publicou um texto no site oficial do System of a Down, intitulado Understanding Oil, que foi removido pela Sony. Ainda perturbados pelos ataques aos EUA, muitos interpretaram o ensaio como uma justificativa às ações terroristas, embora não fosse essa a mensagem que Tankian queria transmitir.

Serj tem um projeto musical com Arto Tunçboyacıyan chamado Serart, com o qual lançou apenas um álbum homônimo. As músicas são de difícil classificação, mas pode-se dizer que saíram de uma mistura de diferentes batidas, ritmos e riffs, indo do rock até músicas folclóricas. Serart foi o primeiro lançamento da gravadora de Tankian, a Serjical Strike Records. Além disso, Serj é poeta, tendo lançado um livro de poesia, intitulado Cool Gardens, cuja ilustração foi feita por Sako Shahinian. O livro foi publicado pela MTV Books.

O cantor lançou seu primeiro álbum solo (Elect the Dead) em 23 de outubro de 2007, via Serjical Strike/Reprise Records. Serj atuou também na produção do álbum, além de tocar praticamente todos os instrumentos. Empty Walls, o single de lançamento do trabalho solo do músico, foi muito bem recebido pelos fãs da banda, estreando direto no topo das paradas de sucesso. Serj se tornou, nesse mesmo ano, cidadão da Nova Zelândia, depois de se apaixonar pelo país.

No início de 2009, realizou um concerto com a Orquestra Filarmônica de Auckland, onde tocou quase todas as faixas de seu álbum e mais algumas não lançadas. O CD/DVD do espetáculo foi lançado em março de 2010. Tankian também lançou em março de 2011, um novo livro de poesia, o Glaring Through Oblivion, cujas ilustrações foram feitas por Roger Kupelian, diretor do clipe de Honking Antelope (Elect the Dead, 2007).

Além de outros projetos Serj está trabalhando na trilha sonora da peça Prometheus Bound.

Tankian é vegetariano. Em uma entrevista ao PETA, ele contou que se tornou vegetariano por causa da grande variedade de porcarias comestíveis encontradas durante as turnês e, também, porque sentiu que foi algo instintivo. Além disso, ele também sente a necessidade de respeito em relação à mãe terra.

Graças à sua voz poderosa, está em 26º na lista Os 100 Melhores Vocalistas de Heavy Metal de Todos os Tempos, segundo a revista estadunidense Hit Parade .

Serj tem 1,82 m de altura.

Entre seus poetas favoritos, estão T.S. Eliot e William Shakespeare.

Serj casou-se, no dia 09 de junho de 20122 , com sua namorada de longa data Angela Madatyan (Vanadzor, Armênia – 20 de agosto de 1983), em uma cerimônia estritamente privada em um rancho em Los Angeles.

Em 15 de fevereiro de 2010, ele lançou seu novo single, intitulado The Charade, que é uma versão rock da música Charades, apresentada apenas no piano no Axis of Justice.

O single “Lie lie lie” é o tema de abertura da série de televisão Fear Itself.

Khatchadour Tankian, pai de Serj

O pai de Serj Tankian, Khatchadour Tankian, também é cantor. Ele lançou seu primeiro álbum, Inchbes Moranak, em dezembro de 2009.

Khatchadour nasceu em 1937, em Aleppo, Síria.

System of a Down

Em 1993, Serj e o guitarrista Daron Malakian se conheceram em um ensaio e decidiram montar uma banda. Shavo Odadjian, um amigo, se dispôs a atuar como produtor musical da banda, e logo a dupla descobriu que Shavo tinha um talento promissor como baixista. Ao lado do baterista Andy Khatchaclurian montaram, então, um grupo com o nome de Soil. Dois anos depois, Katchaclurian não parecia corresponder à sonoridade do grupo, e foi aí que John Dolmayan surgiu, assumindo a bateria. A banda trocou de nome para System of a Down, por causa de um poema escrito por Malakian, chamado Victims of a Down. Em 2006, a banda anunciou que entraria em um hiato por tempo indefinido, anunciando o retorno no final de 2010, com shows na Europa.

Membros atuais
Serj Tankian – vocal, guitarra, violão, teclados, piano, sintetizadores(1992 – 2013)
Daron Malakian – guitarra, backing vocal (1992 – 2013)
Shavo Odadjian- baixo, backing vocal (1994 – 2013)
John Dolmayan- bateria (1997 – 2013)
Harakiri[editar]Serj Tankian lançou em 10 de julho de 2012, seu terceiro álbum de sua carreira solo, intitulado Harakiri. Acredita-se que Tankian, vendeu cerca de 12.000 cópias em sua primeira semana, após o lançamento do álbum, somente nos Estados Unidos, alcançando a 29ª posição na lista da Billboard.

Serj Tankian & The F.C.C.
Serj Tankian – vocais, teclados, sintetizadores, piano, guitarra
The F.C.C. (Flying Cunts of Chaos) é a banda de acompanhamento de Serj em shows.

Equipamento

Fender Stratocaster
Various Marshall Amplification Marshall 1/2 stacks
Gibson SG
Gibson Les Paul
Gibson Flying V
Roland VS-1680
BOSS DR-202 Dr. Groove
Ibanez Grg170dx
BOSS GT-5 Guitar Effects Processor
BOSS DS-1 Distortion
BOSS CH-1 Super Chorus
Korg Triton
Korg Kontrol 49
Korg Kaossilator
Custom First Act Double Cutaway Lola
Roland SH-101

Discografia

System of a Down 1998 – System of a Down
2001 – Toxicity
2002 – Steal This Album!
2005 – Mezmerize
2005 – Hypnotize

Serart 2003 – Serart
Axis of Justice 2004 – Concert Series Volume 1
Snot[editar]2000 – Strait Up
Solo[editar]2007 – Elect the Dead
2008 – Lie Lie Live EP
2010 – Imperfect Harmonies
2010 – Elect The Dead Symphony
2011 – Imperfect Remixes EP
2012 – Harakiri
2013 – Orca (Sinfonia)
2013 – Jazz-Iz-Christ
Videografia[editar]System of a Down[editar]War?
Sugar
Spiders
Chop Suey!
Toxicity
Aerials
Boom!
B.Y.O.B.
Question!
Hypnotize
Lonely Day
Solo[editar]Empty Walls
The Unthinking Majority
Money
Feed Us
Saving Us
Sky is Over
Baby
Honking Antelope
Lie Lie Lie
Praise the Lord and Pass the Ammunition
Beethoven’s Cunt
Elect the Dead
Reconstrutive Demonstrations
Left of Center
Goodbye – Gate 21
Figure It Out
Harakiri
Occupied Tears
Uneducated Democracy
Orca
Outros[editar]We Are One – Buckethead
Patterns – Tony Iommi
Prêmios[editar]Melhor clipe de Rock com a música “B.Y.O.B.”
Indicado a melhor atuação de Hard Rock com a música “Lonely Day”
Woodie Music Awards com melhor canção de Hard Rock com a música “Question!”
VMB de melhor música internacional com a música “B.Y.O.B.”
Eleito pela revista Hit Parader como o 26º melhor vocalista da história do Heavy Metal
Eleito pela revista turca Headbang como o 12º melhor cantor de Heavy Metal de todos os tempos
Colaborações/Contribuições[editar]1999: Limp Bizkit feat. Serj Tankian – Don’t Go Off Wandering (Demo) – Demo para Significant Other
1999: Fear Factory feat. Serj Tankian – Cars (Live)
2000: Incubus feat. Serj Tankian – Live Improvisation
2000: (həd) p.e. feat. Serj Tankian e Morgan Lander – Feel Good – Broke e The Best of (həd) p.e.
2000: Serj Tankian, Daron Malakian, Kirk Hammett, Jason Newsted e Lars Ulrich – “Mastertarium” (Live)
2000: Tony Iommi feat. Serj Tankian – “Patterns” – Iommi
2000: Snot feat. Serj Tankian – Starlit Eyes – Strait Up [6]
2001: Dog Fashion Disco feat. Serj Tankian – “Mushroom Cult” – Anarchists of Good Taste
2003: Serj Tankian – “Bird of Paradise” – Bird Up!: The Charlie Parker Project Remix
2004: Saul Williams – “Talk to Strangers” – Saul Williams
2005: Buckethead feat. Serj Tankian – “We Are One” – Enter the Chicken
2005: Buckethead feat. Azam Ali e Serj Tankian – “Coma” – Enter the Chicken
2005: Buckethead feat. Shana Halligan e Serj Tankian – “Waiting Hare” – Enter the Chicken
2005: MIA – “Galang” (Serj Tankian Remix) – Galang’05
2006: The Notorious B.I.G. – “Who Shot Ya?” (Serj Tankian Remix) – Marc Eckō’s Getting Up: Contents Under Pressure.
2006: Buckethead feat. Shana Halligan e Serj Tankain – “Waiting Hare” (Live)
2006: Deftones feat. Serj Tankian – “Mein” – Saturday Night Wrist
2007: Tool feat. Serj Tankian – “Sober” (Live Improvisational Version) – Big Day Out 2007 (Auckland)
2007: Les Rita Mitsouko feat. Serj Tankian – “Terminal Beauty” – Variéty
2007: Fair to de Midland feat. Serj Tankian – “Walls of Jericho” (Live Improvisational Version) – Coachella 2007
2007: Serj Tankian – “Bug Theme” – Bug Soundtrack
2007: Serj Tankian e Petra Jolly – “Innermission” – Bug Soundtrack
2007: Foo Fighters feat. Serj Tankian – “Holiday In Cambodia” (Live) – 2007 MTV Video Music Awards [7]
2007: Wyclef Jean feat. Serj Tankian e Sizzla – “Riot (Trouble Again)” Carnival II: Memoirs of an Immigrant
2008: Praxis feat. Serj Tankian – “TBA” – Profanation
2008: Tom Morello feat. Serj Tankian – “Lazarus on Down” – The Fabled City
2008: Bitter:Sweet feat. Serj Tankian – “Drama” – Drama
2008: Mike Patton feat. Serj Tankian – “Bird’s Eye” – Body of Lies
2009: Boh Runga feat. Serj Tankian – “Be Careful” – Right Here
2010: Viza feat. Serj Tankian – “Viktor” – Made In Chernobyl
2013: Tech N9ne feat. Serj Tankian – “Straight Out The Gate” – Something Else
Notas[editar]1.↑ Stepan faleceu em 2007. Sua história de vida é contada em Screamers, documentário sobre o genocídio armênio dirigido por Carla Garapedian e com participação do System of a Down.
Referências1.↑ Serj Tankian, MTV
2.↑ http://www.armenianpulse.com/2012/06/serj-tankian-marries-long-time-girlfriend-angela-madatyan/